sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Passagem do tempo

Gosto de perceber as mudanças que se abatem sobre minha vida...
Desde que me entendo por gente passo o natal com meu pai e família e o ano novo com minha mãe e família. Um ano resolvi mudar, porque ouvia as resenhas do natal com meus primos e quis experimentar, nesse ano meus primos não foram, pelo menso não os mais divertidos... Voltei à antiga prática.
O natal na casa da minha avó paterna era daqueles com direito a tudo, até encenação da vinda de papai noel para alimentar a esperança dos mais novos. Vestir-se de papai noel ninguém queria... Também criou-se o hábito de cartar parabéns para mim com um lindo bolo de nozes. Daí meu avô faleceu... o natal já ficou capenga, e minha avó mudou-se da casa com quintal e jardim para um apartamento num prédio ao lado do meu (acho que a vi mais quando ela morava na casa...). O natal para mim ficou descaracterizado.
Esse ano a situação está mais grave, minha vó resolveu ficar "alguns meses" em São Paulo com suas irmãs e sobrinhos... ela não está aqui, provavelmente, nem no meu aniversário, nem no natal, nem no ano novo, nem no aniversário da minha irmã.
Estou cogitando passar o natal com minha mãe, só tem um porém, o ano novo na casa do meu pai é muuuuito deprê! Então ou eu passaria o ano novo sem a família, ou eu irritaria meu pai passando as duas festas com minha mãe.
Pensei então em não passar nenhuma festa com a família.
Quando tudo isso passar conto o que finalmente aconteceu...

domingo, 1 de novembro de 2009

Aceitação

O assunto em voga é o caso da estudante que foi esculhambada pelos "colegas" na UNIBAN. Aí alguém, ou Léia porque talvez só ela vá ler o post, se pergunta: por que o título do post é aceitação?
Então, na minha humilde opinião o que faltou aos outros estudantes, porque não, nenhum deles são colegas da moça, foi aceitar. Aceitar que a menina gosta de usar roupas curtas e de cor chamativa, aceitar que era verdade que da aula ela iria direto para uma festa... enfim, aceitar a aluna como ela é. Você não tem que ser colega de todos na faculdade, nem virar amigo "para sempre" como diz a música que adoram colocar nas formaturas. Nada disso, nem na faculdade nem em nenhum outro espaço social, a única coisa que precisamos é respeitar e aceitar o outro.
Vou falar da minha situação quando estudante universitária. Parece que faz tempo falando assim, mas concluí a graduação em 2007 e a pós no começo deste ano.
Durante a graduação eu fui "a esquisita" por um tempo (também durante o ensino fundamental e médio mas vou me deter à universidade). Por que? Porque usava calça azul royal e camisa amarelo canário, porque não escondia a calcinha quando a calça tinha a cintura muito baixa (pensava eu: melhor a calcinha do que outras coisas né?)... eu usava saia indiana, que minha mãe chamava de gaze de tão fino que era o pano... um risco grande eu corria quando batia um vento mais forte ou quando eu ficava contra a luz... posso garantir que em 95% dos dias de aula eu fui à faculdade usando havaianas, raramente um tênis ou outra sandália rasteira... no calor dos debates em sala de aula eu me sentava "em cima" na carteira (lugar reservado à escrita) porque não sei defender meus argumentos olhando a pessoa por entre 15 cabeças...
E se eu omitir alguns detalhes não se terá uma visão clara da coisa: a faculdade que cursei é uma instituição católica, de freiras dorotéias, e +- 30% da minha turma era formada por evangélicos, 45% de católicos e o restante ou não informou, ou era de outras religiões, ou indefinido.
Mas lá havia uma tolerância e um respeito ao diferente, ao não usual... haviam discussões? sim. haviam comentários pelas costas? sim. Mas digo com muita alegria... eu tive as melhores conversas sobre sexualidade com duas amigas, uma era católica e a outra evangélica ambas estavam noivas e iriam casar virgens. Tentei persuadi-las de certa forma? sim. Argumentava que elas deveriam conhecer o produto antes de comprar, que sexo faria parte da vida conjugal e precisava rolar uma química legal, um respeito, etc, mas nunca encarei-as como erradas, estava dando apenas meu ponto de vista sobre o assunto. Eu acredito(ava) que o sexo merecia atenção, pois conheço uma mulher que foi casada por, sei lá 30 anos, e hoje com mais de 50 anos, após divorciar-se quer correr atrás do prejuízo.
Nossa que história comprida... enfim, isso tudo para dizer que é possível sim que a estudante da UNIBAN tenha beirado o ridículo com sua roupa? Sim é pos´sivel, mas e o que os outros 700 alunos têm a ver com isso?

sábado, 31 de outubro de 2009

Quintana e suas máximas

"A amizade é um amor que nunca morre.”

"Nunca me dê o Céu... Quero é sonhar com ele na inquietação feliz do Purgatório.”

"Hoje é outro dia.”

"Amar é mudar a alma de casa."

"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."

"O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores."

"O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente."

"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro."

“Felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade”

“A noite acendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão”

“Abandonou-te? - Pior ainda! Esqueceu-me”.

“Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára”.

“Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente...” (essa frase é tão a minha cara! *.*)

“Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.”

“Esse negócio de amor, não sei explicar”.

“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.

“Esses padres conhecem mais pecados do que a gente...”

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Esse é um trechinho de um post que estava lendo no blog da
Maria Helena Rubinato ... Além de adorar Quintana, começei a adorar MH, afinal ela é inteligente de forma simples, conhece parte do mundo mas não é esnobe, e no seu cantinho consegue agradar a gregos e troianos (menos alguns tiranos...)!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acho que descobrir uma pessoa a qual se admira vale o ditado "antes tarde do que nunca". De fato, gsotaria de ter conhecido Noblat bem antes, anos atrás, de preferência quando ainda estava envolvida com o movimento estudantil...

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Quem se importa?, por Ricardo Noblat

“Que semana infernal essa, não?” – perguntei por telefone a uma amiga que mora no Jardim Botânico, bairro de classe média alta do Rio. “Exagero. Circulei livremente e não ouvi um único tiro”, respondeu.
Do bairro de Vila Isabel, outro amigo me disse: “Fora a queda do helicóptero da polícia não aconteceu nada de extraordinário”. Provoquei: E a morte do cara do Afro Reggae? “Todo dia morre gente”.
Eu estava no Rio quando foi assassinada em 22 de novembro de 2006 a socialite Ana Cristina Giannini Johannpeter.
Ela dirigia sua caminhonete blindada Mercedes-Benz, modelo ML 500, e parou diante do sinal fechado na esquina da Rua General San Martin com Avenida Afrânio de Melo Franco, no Leblon, a cerca de 150 metros da 14ª Delegacia de Polícia. Cristina então baixou o vidro para fumar.
Dois bandidos, que passavam por ali em uma bicicleta, encostaram-se ao carro e um deles apontou para Cristina um revólver calibre 38, ameaçando-a: “Eu não quero o carro. Só as suas coisas. Eu vou atirar!"
Cristina entregou a bolsa, o celular, e ao se preparar para tirar o relógio do pulso, tirou sem querer o pé do freio. Como o carro era hidramático, movimentou-se sozinho. O bandido atirou na cabeça de Cristina.
(...)

Leia a íntegra em:
Quem se importa?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

De volta ao passado...

Dia 19/10 eu dormi na casa do meu pai, e de madrugada (eu acho) tive uma crise de tosse... acordei ontem com a garganta ardida.
Daí ontem à noite eu fui dormir a garganta continuava me aborrecendo. De madrugada piorou e acordei com aquele sininho no fundo da garganta doendo bastante...
Eu tenho crises de garganta desde que me entendo por gente, sendo que quando criança quase sempre estava relacionada à prova de matemática (somatização é bóia!).
Ocorre que ontem à noite eu recebi uma ligação da coordenadora da pós avisando que minha apresentação (não é bem uma defesa...) será quinta 22/10, depois de amanhã!
Alguém tem dúvida de por que uma simples tosse está virando uma crise de garganta?
Eu não...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Satisfação

Acho que um dos melhores exercícios do mundo é a pessoa reler o que escreveu. E a primeira vez que fiz uma leitura mais crítica dos meus escritos foi aos 15 anos, quando ganhei de minha avó paterna um diário novinho em folha e resolvi reler meus diários de quando tinha entre 8-14 anos. Não me decepcionei com nada que estava escrito naqueles caderninhos fininhos com desenhos de menininha, mas achei interessante perceber como minhas preocupações, medos, amores e ódios (palavra muito forte segundo minha mãe) mudaram ao longo dos anos. Daí em 2001, quando estava com 18 anos, me mudei do apartamento/edifício/bairro/cidade onde morei por 12 anos, e ao desencaixotar os dicionários resolvi reler, again!
A sensação foi a mesma... e acho que posso dizer que meu auto-conhecimento se deve muito a essas leituras (a terapia que fiz por alguns meses ajudaram um pouco também). Me considero imatura no que diz respeito a romance/amores/paixões... acho que sou romântica mesmo, só num deixo isso tomar conta de mim por completo, gosto de me conter, só espero com isso não morrer de infarto ou câncer.
Daí quando releio posts como o que escrevi antes desse penso que me deixo ser afetada pelas pessoas muito facilmente. Aliás nem preciso reler o post, basta lembrar que quando vejo um senhor idoso tentando atravessar a rua sem sucesso tenho vontade de chorar, para o trânsito, para que ele passe. Da mesma forma seria capaz de dar uma surra em um velho pervertido que tare uma criança. Não é comigo, nem com ninguém da minha família, as vezes nem conhecido é... mas me afeta, me incomoda e me indigna.
Não quero servir de modelo pra ninguém mas posso dizer que apesar do sofrimento e da angústia, sou bem feliz assim e não gostaria de endurecer. Amo as pessoas, cheias de defeitos e qualidades, desde que os defeitos delas não interfiram nas outras pessoas, podem até interferir em mim, mas nos outros não, por favor.
Acho a capacidade de amar, que remete a cuidado para mim, algo que nos acrescenta enquanto indivíduo inserido numa sociedade... ahhh eu gosto de loiros, ahhh eu gosto de surfistas, ahhh eu gosto de quem gsota de matemática... que tédio isso! Eu gosto de gostar de pessoas diferentes: gosto de surfistas, de quem gosta de física, de administradores e de historiadores, gosto de poetas e de cronistas, gosto de quem faz música e de quem não entende patavinas (como eu)... gosto do ser humano que goste de mim do jeito que sou e que quando me critique busque o crescimento junto comigo, e não me veja como alguém que precisa melhorar para merecer sua companhia, que não se acha mais sabido porque é 20-30 anos mais velho do que eu, nem que pense que eu o subestimo porque é mais novo do que eu.
Posso afirmar: Estou satisfeita com a pessoas que sou. O que não signifique que em algumas coisas eu não possa melhorar ou mesmo mudar... vai saber qual será minha sensção ao reler meus diários...

Pode parecer besteira

Estive refletindo esses dias sobre o que me deixou mais triste ao longo relacionamento, e do fim do mesmo... e a conclusão não demorou muito a aparecer:
uma maldita festa de aniversário e os depoimentos do orkut apagados!
Pode, para alguns, parecer besteira mas quando eu escrevo coloco um pouco (ou muito) de mim, e mesmo que não seja a intenção da pessoa, a sensação que tenho é de que um pedaço de mim foi retirado da vida, do cotidiano, do dia a dia dessa pessoa...
sobre a festa de aniversário prefiro não comentar, mesmo!

* Atualização 21/10 às 09:38

Abro minha monografia da pós e me deixa triste ter estado com raiva o suficiente para não colocar o nome dele nos 'agradecimentos'...